Padrinhos de Casamento: Origem, Papel e como fazer a escolha certa!

A escolha dos padrinhos pode se tornar uma das tarefas mais difíceis durante os preparativos de um casamento. É preciso pensar muito bem antes de enviar os convites, afinal, os padrinhos devem ser pessoas especiais, pois desempenharão um papel importante não somente durante os preparativos da cerimônia, mas ao longo de toda a vida do casal. Veja a seguir um pouco mais sobre a origem dessa tradição, o real papel dos padrinhos dentro do casamento e dicas de como acertar na sua escolha.

A tradição de convidar padrinhos de casamento, como qualquer outra tradição antiga, possui muitas versões quanto a sua origem. Diz-se que, na Roma Antiga, casais com idade próxima a dos noivos subiam ao altar com roupas semelhantes às deles a fim de confundir espíritos malignos que quisessem amaldiçoar a união.

Já durante a Idade Média, o padrinho possuía o papel de auxiliar o noivo a proteger a noiva contra uma tentativa de sequestro. A madrinha atuava como uma dama de companhia e ajudava a noiva em detalhes como vestido e penteado.

A figura formal dos padrinhos surge após 1563, quando o Concílio de Trento dá ao casamento status de sacramento e determina que ele seja celebrado por um sacerdote na presença de duas ou três testemunhas, no caso, os padrinhos. Foi assim, por meio da religião católica, que o costume chegou ao Brasil.

Mas qual é a real função dos padrinhos de casamento nos dias de hoje?

Atualmente, os padrinhos são amigos e/ou familiares dos noivos escolhidos a dedo para auxiliá-los durante os preparativos da cerimônia. Por isso, é importante que o casal escolha pessoas próximas e de confiança. São eles que estarão participando ativamente das degustações, provas de roupas, organizações de chás e despedidas de solteiro, entre outras coisas. Além disso, os padrinhos atuam como conselheiros e apoiadores do casal durante sua vida juntos.

E quanto ao financeiro? Quais são os deveres dos padrinhos?

Nesse momento, muitos noivos ficam em dúvida.

Na verdade, não há regras. O costume é que os padrinhos contribuam de alguma forma com os preparativos do casamento ou com um presente de maior valor. Porém, não existe uma quantia pré-determinada que os padrinhos devam investir como presente, o que realmente conta é a intenção e o companheirismo.

Alguns noivos não se sentem à vontade em pedir, diretamente, pela ajuda de seus padrinhos e preferem esperar até que eles a ofereçam por livre e espontânea vontade. Pedir ajuda financeira ou oferecer-se para contribuir fica a critério do bom senso de cada um.

É importante ter em mente que os padrinhos já investem muito tempo e dinheiro para desempenhar esse papel. Tanto na escolha da roupa e dos sapatos quanto no acompanhamento dos noivos durante os preparativos e/ou enquanto eles se arrumam para o casamento. E até mesmo na necessidade de chegar com antecedência no local da cerimônia.

Confira agora algumas dicas essenciais para tomar a decisão certa na hora de escolher seus padrinhos:

  1. Estabeleça critérios

Antes de escolher seus padrinhos e madrinhas, é importante sentar-se junto ao seu parceiro e combinar com ele alguns critérios de avaliação. Como por exemplo:

  • Para vocês, tudo bem separar casais? O casal em questão concordaria em ser separado?
  • Qual a quantidade desejada de padrinhos? (Lembrando que a quantidade permitida varia de acordo com o local da cerimônia e que se deve levar em conta também o tamanho do altar);
  • É importante para os noivos que a quantidade de padrinhos e madrinhas seja a mesma?
  • Todos os padrinhos devem ser amigos do casal ou vale a amizade somente de um dos noivos?

 

  1. Tire um tempo para refletir

Quando começarem a surgir alguns nomes, medite a respeito do papel que essas pessoas desempenham em sua vida. Comece fazendo-se perguntas como:

  • Você realmente as estima? Se sim, você sente que é um sentimento recíproco?
  • Pediria conselhos a essas pessoas?
  • Confiaria segredos a elas?
  • Você pretende manter essas pessoas ao seu lado para o resto da vida?
  • Ter essas pessoas junto a você no altar tornaria o seu grande dia mais feliz?
  • Você se arrependeria caso não convidasse uma delas para ser seu padrinho ou madrinha?
  • Essas pessoas foram ou são importantes na sua história de amor com seu parceiro?

 

Um costume muito comum e uma escolha, na maioria das vezes, acertada, é a convocação dos irmãos dos noivos para desempenharem o papel de padrinhos. Porém, não se trata de uma regra.

Se você tem muitos irmãos, a escolha pode ficar mais complicada, talvez você tenha que se decidir entre convidar todos eles, apenas alguns ou nenhum deles. E precisará certificar-se de que aqueles que não forem convocados, não ficarão chateados. Trata-se de um momento delicado e é preciso tomar cuidado para não criar desavenças.

Em muitos casos, os noivos acabam criando pares para a cerimônia nos quais as partes não se conhecem. Diante dessa situação, é interessante que o casal marque um almoço ou uma reunião para promover a interação dos padrinhos. Assim, todos estarão mais familiarizados no dia do casamento.

E como sempre, reunimos a opinião das noivas JW acerca do assunto. Confira:

“Se eu fosse dar uma dica para as noivas eu diria: Escolham seus padrinhos de seis a três meses antes do casamento. Eu e o meu noivo fizemos uma lista bem longa, seis ou nove padrinhos para cada lado e nos arrependemos muito. […] Nós convidamos nossos padrinhos um ano antes do casamento e no decorrer do tempo tiveram pessoas que se mudaram, então tivemos que colocar outras no lugar. […] Poucos padrinhos foram presentes de verdade, tinham aquele carinho e estavam torcendo pela nossa felicidade. […] No momento em que estávamos namorando, tinham muitos casais a nossa volta, mas, conforme foi chegando o casamento, as dificuldades da construção, a correria de noiva… Eu contava nos dedos as madrinhas que estavam do meu lado e os padrinhos que diziam ‘Se precisar de alguma coisa, pode contar comigo’. ’’ – Andressa, que casou em 2018.

“A escolha dos meus padrinhos foi super fácil. Eu quis dar prioridade para pessoas que realmente estão próximas da gente. Às vezes nem tão próximas, como uma amiga de infância minha, pra quem eu quis dar isso como presente. Eu acho que o cargo de padrinho foi uma forma de dizer que eu quero estar com eles para o resto da minha vida. Então foi esse o meu critério na escolha. […] Nos presentes, cada um deu o que pôde. Teve gente que não deu também. Eu não cobrei nada, óbvio. Deixei bem claro desde o começo que eles não precisavam se preocupar, que o presente era o de menos. Acabei chamando pessoas que estavam sem trabalhar e, já que tinham que arcar com o vestido e tudo, eu não aceitava nenhum presente.” – Noiva Samira.

Texto e Imagens: JW Fotografia.